7.21.2005

Pescador



Dança a sinfonia das marés
Sob o manto da neblina, que surgiu
Fugaz, repentina.
As redes estão prontas.
Num gesto rude e selvagem
Lança ao vento a esperança,
Joga ao mar a coragem.
Hoje, como ontem, satisfaz o prazer
De quem não deixa a pesca morrer.
O mar, na sua essência,
Fez-lhe marcas difíceis de apagar...
Ou simplesmente ultrapassar.
Ali reside seu pai, outrora pescador,
Sério e humilde trabalhador.
A faina tem destas histórias.
O mar assume-se muitas vezes
Como ladrão de almas e memórias.
Mas ele não desiste de viver
Continua pescador até morrer.

Autoria: Saber a Sal

O meu tributo aos velhos “lobos do mar” que tanto prezo.

1 Comments:

Blogger Patricia said...

E que belo tributo... e pescador é mesmo assim... até a morte...

01:12  

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